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ESTUDOS DAS PROFECIAS DA BÍBLIA SAGRADA

Texto bíblico para meditação.
“E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. Então, disse aos seus discípulos: Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara, porque a seara é realmente grande, mas os ceifeiros são poucos”. (Mateus 9: 36-38).

A Visão da Estátua: A Cabeça de Ouro (Daniel 2:17-45)

Neste fascículo daremos atenção a mais uma das profecias do profeta Daniel, bem como refletiremos sobre algumas de suas experiências no cativeiro babilônico. Para quem tem predileção pela boa leitura, estudar este livro é uma viagem ao mundo das manifestações de Deus, além de conhecer uma boa parte de Seus desígnios para o mundo vindouro. A partir de seus primeiros capítulos, já é possível perceber, também, a gênesis dos pensamentos pré-socráticos, o embrião de muitas doutrinas pagãs introduzidas nas religiões do mundo antigo. 

O que queria Deus revelar a Daniel nesta profecia? Que significa o Reino Auricéfalo, o tórax de prata, o abdome de bronze, Pernas e pés ferro/barro da estátua do sonho de Nabucodonozor? Que significa a pedra cortada do monte?

Conheça esta e outras profecias da Bíblia reveladas de forma maravilhosa aos profetas do Altíssimo. Solicite gratuitamente, enviaremos pelos correios. Obs. No caso de estudos avulsos poderão ser enviados por emails.

No intuito de mostrar o Seu grande poder, e revelar Seus mistérios ao Seu povo, o Criador levantou um profeta na terra dos caldeus, cujo nome era Daniel. Como vimos no fascículo anterior, as profecias de Daniel é a prova da autenticidade da Bíblia, isto é maravilhoso, pois elas traçam um caminho perfeito para aqueles que desejam conhecer a vontade de Deus de forma clara e convin-cente. Há muitas formas de se ler a Bíblia, mas nem todas são igualmente proveitosas.

Há os que lêem para adquirir habilidades em seu manuseio, outros, lêem-na simplesmente para manter o hábito de leitura. Eu prefiro acreditar que o estudo da Bíblia é muito mais proveitoso quando a estudamos com um propósito. A Bíblia não é um livro comum como qualquer outro. Ela é portadora das mais ricas mensagens de sabedoria, e pode mudar para sempre a vida daqueles que persevera em conhecê-la. 

O que queria Deus revelar a Daniel?

O plano do Altíssimo era manifestar Sua soberania sobre os reinos do mundo, e revelar que, acima deles, há um Deus que tudo vê. Ao falar da grande estátua, Daniel deixa claro ao rei que falava o que Deus lhe tinha revelado. O monarca logo entendeu se tratar de uma revelação de Deus, porque o profeta relembrava-lhe o sonho esquecido. Ao desenrolar das revelações, Daniel descreve todo o conteúdo do sonho, e diz que aquela cabeça de ouro era o próprio rei.

 O Reino Auricéfalo – Império Babilônico

 

A estátua dividia-se em quatro partes: cabeça de ouro, tórax de prata, abdome e coxas de bronze, e as pernas e pés de ferro misturados com barro. Sob o comando de Nabucodonozor, o Império Babilônico dominou o mundo de (606 até 539 a.C.), e então foi sucedido pelos persas. (Dn 2.38).

 O tórax de prata – Império Medo-Persa

 

O segundo reino da profecia é representado pelo tórax de prata. Comandado por Ciro e Dario, o Império Medo-Persa sucedeu a Babilônia em (538 a.C.), e dominou o pano-rama político de todo o mundo por mais de dois séculos. Saiu do cenário profético no ano (331 a.C.), e foi Sucedido pelo Reino da Grécia, ou seja, um terceiro reino de bronze, como diz o profeta. "Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu e um terceiro reino, de bronze, o qual dominará sobre toda a terra" (Dn 2. 39).

 O abdome de bronze – Reino da Grécia

 

O terceiro reino, dito na profecia, é o reino da Grécia, sob a liderança de um dos mais famosos imperadores de todos os tempos. Alexandre Magno, também conhecido como (O Grande), transformou o reino que herdou do pai em um suntuoso e avassalador império, que, em apenas quatro anos, o transformou no maior conquistador em expansões territoriais. Segundo alguns historiadores, Alexandre foi a ponte que uniu as culturas de diversos povos orientais à cultura ocidental, através das conquistas de seus territórios. De fato, até o presente, nota-se ainda a influência dos gregos na ciência, política e religião mundial.

Noutra profecia de Daniel, a Grécia é também representada pelo leopardo, com quatro asas e quatro cabeças, as asas significam a força e a rapidez com que o Império de Alexandre se engrandeceu, e as quatro cabeças simbolizam os seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Selêuco, seus sucessores nos reinos da Macedônia, Trácia, Egito e Síria. A mitologia grega está presente nos quatro cantos da Terra. Segundo alguns estudiosos, os "jogos olímpicos" levam este nome em homenagem aos Deuses do Olimpo; as doze principais divindades da mitologia da Grécia Antiga.

O politeísmo influenciou os povos desde o mundo pré-diluviano. Tenho em mãos um exemplar da revista "VEJA" datada de dezembro de 1999. Esta edição exibe importante reportagem referente aos 20 séculos do cristianismo, com breve referência a "Tamuz" como uma divindade do paganismo. Em nota de rodapé, a Bíblia Almeida 1998, confirma a informação. Segundo a revista, o filho de Ninrode, mencionado em Ezequiel 8.14 como "Tamuz", nasceu em 25 de dezembro. Esta data foi incorporada ao cristianismo como o natal de Jesus Cristo. "E levou-me à entrada da porta da casa do Senhor", disse o profeta Ezequiel, "[...] e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando a Tamuz" (Ez 8.14).

Deus condenou toda forma de idolatria, desde o culto a imagens, até a menor honraria prestada em forma de adoração. Disse o anjo a Ezequiel: "Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O Senhor não nos vê; o Senhor abandonou a terra." (Ez 8.12).

 Pernas e pés ferro/barro - Império Romano

 
 

As pernas da estátua é o Império Romano, a monarquia mais extensa dos quatro reinos,  dominou o mundo por mais de 500 anos. O fim do Império Romano se deu em (476 E.C.), quando Rômulo Augusto, o último imperador ocidental, foi deposto por Flávio Odoacro, rei dos hérulos. O bárbaro impõe o fim ao império e se estabelece como o primeiro dos reis bárbaros de Roma. A partir do ano (538 E.C.), o papado retoma o domínio, e se estabeleceu com poder absoluto. A união da Igreja e o Estado, celebrada entre Império e Pontificado, assegurou ao papado a supremacia até 1798; mil e duzentos e sessenta anos.   

Nesta data, segundo a história, o imperador Napoleão Bonaparte levou o Papa Pio VI preso para Valence, na França, onde morreu após 18 meses em cativeiro; encerrando um período de 1260 anos de supremacia papal. 

Que significa a pedra cortada do monte?

 

No sonho, diz Daniel, tu, ó rei, viu uma pedra acometer a estátua nos pés, esmiuçando-a completamente. A pedra, continua Daniel, se fez grande monte e encheu a Terra. (Dn 2.34,35). Não obstante a profecia dizer com clareza indiscutível que a pedra enche a Terra imediatamente à volta de Jesus, há quem prefira dizer que não; negam veementemente esta verdade. Estes, ao invés de aceitar a Palavra de Deus como ela é, negam-na, dizendo que a pedra fará da Terra um caos, e a deixará desolada e vazia por mil anos.

 

Alguns pesquisadores afirmam que o texto em questão refere-se à Igreja, e ao estabelecimento do reino espiritual da graça na primeira vinda de Jesus. Em parte, nós também concordamos. Mas, a profecia do capítulo 7 deste mesmo livro, diz: "... e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino" (Dn 7.22). Este tempo é depois da vinda do Filho do Homem nas nuvens. (Dn 7.13). Aqui não cabe qualquer simbolismo. O texto refere ao reino milenar de Jesus Cristo  (Dn 7.27), simbolizado por uma pedra, que desce do monte, e cobre toda a Terra simultaneamente à destruição da estátua. (Mt 24.29).

 

Deus prometeu não mais destruir toda a carne como fez ao mundo pré-diluviano. Porém, no dilúvio, somente os pecadores morreram. (Gn 8.21). Teria o Criador Se arrependido da promessa e voltado atrás? Segundo a Bíblia, toda carne expirou. (Gn 7.21). Deus, após sentir o suave cheiro do sacrifício de Noé, comoveu-Se, e prometeu nunca mais destruir toda carne, e enviou Jesus, o Messias, para banir de vez a maldição. "para que eu não venha, e fira a terra com maldição" (Ml 4.6)

O capítulo 24 de Isaías é utilizado como trampolim para afirmar que Deus eliminará a vida da face da Terra no milênio. Vemos como ingenuidade imaginar que Isaías tenha respaldado tal ideia. As palavras de Isaías, na verdade, dizem outra coisa: "... por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão" (Is 24.6).

Referindo-se a Jerusalém, Isaías diz: E chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel. (Is 60.14). O cumprimento desta profecia só terá espaço no milênio e no reino de Cristo. Por exemplo, quando aconteceu de Jerusalém ser amada por todas as nações? (Is 60.15). Em que tempo findou o luto de Jerusalém para sempre? (Is 60.20). Quando foi achado justo todo o povo de Jerusalém? (Is 60.21). E quando todas as nações serviram a Jerusalém? (Is 60.12).

(Veja Ed. 1628 -15 de dezembro 1999-pg 170).

 

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